sábado, 17 de dezembro de 2016

Preservando nosso coração

“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12,13)


Seria correto compreender com esse texto que perseverarmos na fé é algo que depende de nós mesmos? Certamente não! Assim como a nossa salvação é obra totalmente de Deus (Efésios 2:8-9), nossa perseverança é algo que depende totalmente dELe também. Fomos selados com o Espírito Santo, que é Aquele que nos preservará intactos até nos apresentarmos diante do Senhor (Efésios 1:13-14).

Misteriosamente, no entanto, ainda que tudo seja feito por Deus, Ele escolhe usar seus filhos nesse processo. Na salvação, por exemplo, alguém precisa pregar a mensagem. E, quanto a nossa perseverança, crescemos quando estamos conectados ao Corpo e quando nós mesmos o buscamos, movidos por Ele. Seria outro engano pensar que podemos simplesmente esperar a volta de Jesus vivendo nossa vida da mesma maneira que vivíamos antes de vir a Cristo.

Há duas coisas que eu gostaria de ressaltar com base no texto acima. A primeira é que precisamos cuidar do estado do nosso coração. No momento, eu sou pai de duas filhas pequenas e estou tentando não mergulhar totalmente no caos. Acredite, estarmos todos vivos é uma grande realização! Mas no processo tentar lidar com tudo, é muito fácil negligenciar meu coração, enquanto coisas terríveis crescem dentro dele. Medo, mágoa, amargura, inveja, incredulidade. Qual foi a última vez que pediu ao Senhor pra fazer uma ressonância completa em você? (ver Salmo 139)

A segunda coisa tem a ver com nossos relacionamentos. Quando ele começa falando de coração, poderíamos imaginar que concluiria falando para cuidarmos de nós mesmos. No entanto, ele fala para cuidarmos uns dos outros. Deus deseja que tenhamos o tipo de relacionamento em que podemos cuidar dos corações uns dos outros. Você costuma encorajar seus irmãos? Faz isso verbalmente ou de outras maneiras? Como eles recebem esse encorajamento? Se sente à vontade para questionar e confrontar? Você se sente encorajado pelos seus irmãos? Você é o tipo de pessoa que recebe com tranquilidade uma crítica ou correção? 

Quero te encorajar a pensar um pouco sobre essas questões. Seus comentários também serão muito bem vindos e podem ajudar outros irmãos lendo o site.

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