quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O que diria uma selfie da sua alma?


Janeiro ainda nem terminou, mas muita gente deve ter abandonado a lista de planos para o ano novo. Talvez nem todas as mudanças sejam necessárias assim.

Bem, tem uma coisa muito importante, que talvez não tenha entrado na sua lista: sua salvação. Você sabia que, depois de recebê-la, você precisa desenvolvê-la? Saiba porque e como, no vídeo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sobre rótulos e a arte de desqualificar as pessoas



Nunca ouvi alguém dizer que gosta de ser rotulado. Mas precisamos admitir: rótulos são úteis. Eles nos dão um pouco de previsibilidade acerca das pessoas e nos poupam de gastar energia tendo que decifrar cada uma de suas ações. "Ah, ela é meio doidinha mesmo", "Tu sabe que ele gosta de mentir, né?", ou "Esse cara é muito engraçado!". Imagina o tempo que você gastaria no mercado se os produtos não estivessem separados por seções! Ter que olhar produto por produto até encontrar o que você precisa. Os rótulos acabam nos ajudando a categorizar as pessoas. Quem vale a pena ouvir, com quem tomar cuidado.

Isso não significa que os rótulos sejam justos. Os critérios que a gente usa são os mais variados: como a pessoa se veste, onde mora, o que posta na internet, no que trabalha. Às vezes, são totalmente subjetivos: "Meu santo não bate com o dele". Às vezes, são merecidos: "Tem gente que pede pra ser zoada, né?" Outras vezes, são intencionalmente construídos. Quem contrata uma celebridade para anunciar um produto, o faz por querer tirar proveito do rótulo associado aquela pessoa. E as tais celebridades são cuidadosamente assessoradas para comportar-se de acordo com a imagem que querem vender. Claro que não só as celebridades. Afinal, para que servem as técnicas de marketing pessoal? Até quem diz que não liga pro que os outros pensam está querendo vender a imagem de que não liga pro que os outros pensam.

Ok, os rótulos podem até nos proteger e ser vantajosos pra nós. Mas um sinal de maturidade é, admitindo sua existência e utilidade, reconhecer que eles não são a verdade. Se eles são uma maneira de simplificar a nossa vida, ficar preso a eles nos rouba. O crescimento que poderíamos experimentar, as pessoas que poderíamos conhecer, as mudanças que poderíamos alcançar.

O debate político é hoje um exemplo disso. Há dois lados disputando. Ao invés de buscar a verdade, o objetivo é provar estar com a razão. Você pode dizer qualquer coisa que o faça parecer estar certo, não importa se é verdade ou não. Só não vale escutar o outro. É o "coxinha", o "esquerdopata", a "feminazi", a "elite branca". O outro está desqualificado pro debate e assim você não precisa se dar ao trabalho de considerar o que ele diz. Quem está qualificado? Quem tem os rótulos certos e, normalmente, pensa igual, que faz acreditar que se faz parte do clube dos bons, contra os maus do lado de fora.

É assim que você quer passar o resto da vida? Ouvindo ecos de seus próprios pensamentos? Acreditando que a solução problemas da sociedade cabe todinha dentro da sua cabeça e das dos seus amigos? Não é só o outro que está sendo desqualificado, você também está. Sendo rotulado. Você já deve ter ouvido que o produto hoje somos nós. Redes sociais, sites de busca traçam nossos perfis e os vendem a quem quer nos vender coisas. E, sabendo o que gostamos de ver, o que procuramos, oferecem-nos sempre os mesmos assuntos.

Como escapar disso? Eu realmente não sabia onde ia terminar quando comecei o texto. Mas não consigo pensar em outra saída que não Ele. Jesus. Ele disse: "Eu sou a verdade" (João 14:6). É muito bom encontrar alguém que sabe quem é. Porque, sinceramente, estamos perdidos acerca de nós mesmos. Ficamos confusos no meio dos rótulos que criamos e dos que criaram a nosso respeito. E, para o nosso alívio, Ele sabe, além da verdade sobre Si mesmo, a verdade sobre nós. "Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1Samuel 16:7). E claro, se nós somos mais do que o que está diante dos olhos, podemos concluir o mesmo sobre os outros. Eles são mais do que seus rótulos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Dê uns tabefes na sua autoestima



Bem, o vídeo de hoje é resultado de uma surra que eu levei. Jesus orou pra que fôssemos um. Por que, então, unidade é algo tão difícil de cultivar? No quarto vídeo da série, vemos que Paulo descreve muito claramente como o relacionamento entre os cristãos deve ser. Mas isso também só parece mostrar que a tarefa não é nada fácil. Confira no vídeo!

Depois do vídeo confira o post com uma palavra inventada que tem me ajudado bastante.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Outro-estima"

As receitas para uma boa autoestima estão em todo o lugar. Mas, pelo menos biblicamente, ela não merece tanto destaque. Eu inventei uma outra palavra: "outro-estima", que creio estar mais alinhada com o que os cristão deveriam buscar.


"Eu tenho um problema com baixa autoestima, o que é realmente ridículo, considerando quão incrível eu sou"

"Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos." (Filipenses 2:3)

Esse versículo tem me confrontado bastante nos últimos dias. Tenho olhado várias das minhas atitudes e avaliado se, com elas, estou de fato considerando os outros superiores a mim mesmo. Quero compartilhar com vocês algumas das coisas que creio que precisam mudar na minha vida, à luz desse ensino.

Estar presente - Como a maioria das pessoas hoje, estou envolvido em muito mais coisas do que sou capaz de dar conta. Por causa disso, é muito comum que eu esteja sempre pensando em outra coisa do que preciso fazer. Isso acontece muito quando estou passando tempo com minhas filhas, por exemplo. Como elas são só crianças, acho que não tem problema se aproveito pra pensar em outras coisas quando estou com elas. Até me irrito quando a Cléo, percebendo minha dispersão, começa a exigir minha atenção completa. Não é só com elas que faço isso e é sempre uma perda. Se eu realmente estimo as pessoas, valorizo a companhia delas.

Ouvir - Um desdobramento de nunca estar 100% presente no momento, é não ouvir as pessoas de fato. Eu me disperso muito facilmente, então é um desafio pra mim. Mas aprecio muito quando me sinto ouvido, e sei que isso é importante pras pessoas também. E como lidar com aqueles que alugam? Encontrar uma maneira de sinalizar educadamente que você já ouviu o suficiente é melhor do que fingir estar prestando atenção.

Responder e-mails e mensagens - É muito chato gastar tempo escrevendo pra alguém e não receber uma resposta. Mas eu também acabo fazendo isso. Nem sempre eu tenho a resposta de que a pessoa precisa naquele momento. Mas não custa nada avisar que não posso responder agora, que preciso de tempo pra pensar. Penso no seguinte: como você responde a pessoas que tem algum "poder" sobre você, como seu chefe? Devemos considerar a todos como superiores, não apenas alguns. Responder demonstra que você valoriza aquela pessoa.

Ser pontual - Sempre acho que vai dar tempo de fazer tudo. Mas eu preciso reconhecer minhas limitações: não dá. Pra não deixar a pessoa esperando (já que o tempo dela é tão valioso quanto o meu), talvez eu não possa esperar pelo ônibus mais vazio. Ou então aquela tarefa, aquele lanchinho, ou até mesmo o banho, precisem ficar pra mais tarde.

Seguir regras como todo mundo - Me lembro de um professor de biologia dizendo que ele bebia e dirigia porque se garantia. O problema era alguém que não se garante fazer isso, segundo ele. Claro que condenei a fala dele. Mas o fato é que faço isso em outras áreas também. Por que não preciso entregar as tarefas no prazo? Por que não posso esperar a minha vez no trânsito?

Valorizar os sentimentos dos outros - Posso ser muito objetivo algumas vezes, não valorizando as necessidades da Carol (minha esposa) ou de alguém da minha equipe, por não serem fatos objetivos, mas sentimentos. Nossa vida não deve ser guiada pelas emoções, mas os sentimentos fazem parte de quem somos. Considerar os sentimentos de alguém expressa que valorizamos essa pessoa.

Tomar a iniciativa de resolver conflitos - Algumas vezes penso que não vale a pena conversar com alguém sobre um conflito ou uma discordância. Acho que aquela pessoa não vai entender, ou não é madura o suficiente. Mas, apesar de achar que posso dispensar a conversa, no meu coração a mágoa permanece, ou o sentimento de que posso descartar aquela pessoa. Se eu não posso seguir em frente sem ressentimento, procurar uma oportunidade pra resolver a situação, mostra que, de fato, eu estimo e valorizo aquela pessoa.

Servir - creio que essa é a principal maneira de tratar os outros como superiores. Eu estou disposto a ser tratado como inferior, se for o caso, pra servir a meus irmãos. Confesso que já servi com a atitude: "eu não precisava fazer isso!". Bem, se aquilo precisava ser feito, quem tinha que fazer, então? Preciso admitir que algumas vezes me acho bom demais pra algumas tarefas e me arrepender diante de Deus. A ideia de que quem serve é inferior não poderia estar mais longe da verdade. Pense em como Deus generosamente nos serve, nos dando tudo de que precisamos. Pense numa mãe, que cuida de um bebê, dá banho, troca fralda. Essas não são manifestações de inferioridade. Pra quem compreende essa verdade, servir é um privilégio.

Bem, de maneira nenhuma quero esgotar o assunto. Você concorda com a minha lista? Acredita que há outros itens que deveriam estar aí? Deixe seu comentário.